sexta-feira, 14 de maio de 2010

22 - Vanessa-Williams




"O sentimento que dura, é o não correspondido"


O que me dói é uma falta de pedaço de mim que sinto no coração
Que deixo para trás derramado e desprezado, ferindo a minha vida...
Foi algo que existiu e que se passou
Num sitio concreto onde ainda te encontras
E que não dá para ignorar, pelo menos para mim
Foram na verdade encontros na tua cidade
de passeio de convívio, confiança, entrega; especiais sim,
que ninguém tem com qualquer um, que não esquece,
porque sabemos quem somos.

Negas a pretexto de um principio...( muito integro sim!...)
Mas que podia ter sido debatido e resolvido com tempo
E que seria muito bom para nós, ou não ainda não sei bem
fica-me o teu doce calor mas também a frieza

Mas como podes tu com a tua grandeza dessabere tudo isto?
Desarmonizaste-te com os meus tentames
sei desconfio que por algumas coisas outras que não dizes
Sou agora alguém que desvaneceu por tal para ti
Mas pergunto na esperança que contestes
Como podes cortar alguns os poucos laços que existem para tal?
que em nada te comprometem...

Crede porém, que guardarei teu sorriso e teu olhar para sempre
nas muitas fotos que te tirei sempre que te tinha por perto
E ainda a lembrança do toque macio do teu corpo esbelto e intacto
de que destaco em especial os cabelos, os ombros atléticos e os teus olhos de mel
E sem esquecer o teu carinho e dos teus que tanto defendeste e enaltecestes ( por erro meu claro)!...
Mas desculpa-me lá qqc. e resigno-me com um até sempre se for o caso ou se assim o quiseres...
Mas se não !...
Espero bem que sim no fim de tudo!... Fico à mercê da tua escolha e vontade... e especialmente a verdade...ainda que seja mais dolorosa!...

António Barata

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Transparência Duvidosa


A certas pessoas porem, nada lhes convém, especilamente a transparência e eu sei porquê. Temem a invisibilidade. A invisbilidade magoa! Azar! Tem que se passar por ela para crescer; crescer doi. Mas se não doesse, não sabia a nada chegar ao fim!...

A consciência "amputada", é a maior "deficiência" dos pseudo-tudo.
Essa é uma boa definição da indefinição dos pseudos, redundantemente falando dos pleonasmos ou daquilo que, não sendo bem, é. :)
Isto será o mesmo que dizer :

" Tudo aquilo que percebo não é para que se perceba, aliás não percebo nada"

Ana Vasconcelos

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Liberdade


Agora sou livre...
Livre de voar...
Livre de perceber...
Livre de sonhar.
Dediquei-me e lutei...
Adaptei-me e mudei.
Hoje, olho para trás e sorrio
quando tanta vez chorei.
Hoje olho definitivamente para a frente
de cabeça erguida permanentemente
com uma lágrima de saudade
que no meu rosto escorre sem maldade...
Hoje roubei o sorriso ao mundo
e agora é só meu!
Hoje roubei a luz ao sol
e agora é só minha.
Hoje vou lutar por ganhar a saudade.
Vou lutar por ganhar a minha vida.
Vou lutar pela verdade
de toda esta sofridão escondida.
Vou lutar e aprender a voar.
Vou desprender-me das amarras e finalmente sonhar.
Vou, sozinho,
de mãos dadas com a vida caminhar
e de olhos postos na luz que me ilumina
sozinho... para me encontrar!
Agora sou livre...
sou livre de me imortalizar!

António Barata

domingo, 3 de janeiro de 2010

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Rosas de Porcelana



As rosas de porcelana também conhecidas como ceptros das rainhas de Angola'... Estas bonitas plantas brotam nas margens dos rios, e são tão delicadas, que quase aparentam porcelana sendo ao mesmo tempo muito resistentes.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

António Sergio outro grande pensador!... 1950 -2009 RIP

António Sérgio marcou quatro gerações de músicos e melómanos

Antonio Sergio - the biggest and best radialist ever in Portugal in the Rock scene! Rest in Peace! Your work was influential for many of us!...

António Sérgio morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, e foi hoje a enterrar no cemitério dos Prazeres, em Lisboa. As cerimónias fúnebres tiveram início às 15h00 na Basílica da Estrela e terminaram no cemitério dos Prazeres, com duas centenas de pessoas a comparecerem no último adeus ao homem da rádio.

Não vou esquecer a sua voz tão facilmente. António Sérgio acompanho-me anos e anos da minha vida servindo rock, puro e duro ( ao logo de quatro décadas, incessantemente na linha mais dura, das opções musicais),premiando-nos sempre com os mais elaborados e rebuscados textos, e criticas sobre as bandas.

Alguns dos seus programas que me fizeram perder noites a fio como o histórico “ Rolls Rock”, ( à 2 da manhã), outros marcaram referência como (“Som da Frente”, o “Hora do Lobo”, “Lança-Chamas” ou “O Grande Delta”). António Sérgio marcou a rádio e disciplinou-a: onde quer que ele estivesse estava o rock de que não se desconfiava – e a sua voz planava como uma garantia.

Lembro-me particularmente de tardes passadas no Rock Rendes-Vous em meados dos anos oitenta, onde em conversas amenas fui confrontado, sem paralelo com o seu manancial de conhecimentos da cena musical, que abrangiam então as três décadas de rock. Nessa época incentivou clubes de rock como PHM, do qual fui membro. Dei por mim muitas tardes ainda no serviço militar (nos fins dos anos oitenta), envidado esforços para não perder mais um dos seus programas.

Uma das grandes tristezas da sua morte, é grande vitória dos senhores que conseguiram destruir a rádio e os programas de autor, ainda assim AS consegui ser um dos últimos bastiões desta rádio de qualidade e referência. Ao contrário da minha juventude, passada a ouvir o António, a de hoje está-se nas tintas para o que é bom e diferente, sendo consumidores do comercial e do que é moda. A rádio perdeu o expoente máximo hoje, mas a música perdeu muito mais, pois se até agora quem quis silenciar o AS levava com o descontentamento de muita gente culta e informada, a partir de agora só há lugar para a música mainstream de qualidade duvidosa.
É um dia muito mau para quem gosta do que é bom, péssimo para todos os músicos sérios, terrífico para as prateleiras de música adulta e não comercial, agonizante para os que cá ficam a lutar contra a música de elevador e os programas da manhã/tarde/noite.

António Sérgio representou durante muito tempo uma referência, como divulgador do rock como um mito, das bandas perseguidas e Malditas, como os Birthey Party ou mesmo os Bauhaus, divulgou ainda muitas bandas nacionais como é disso exemplo os Xutos e Pontapés.

Para além de grande musicómano AS era
"um mestre da rádio, uma referência" ou o "John Peel português", era um exemplo de trabalho e dedicação e "estava sempre preocupado com os ouvintes". Actualmente fazia o programa "Viriato 25" da rádio Radar, tendo inclusivamente estado em estúdio a gravar o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto.

Devo a António Sérgio a motivação a influência e fascínio pela musica pela qual me tornaram num melómano, sendo prova disso os 3000 cds que tenho na minha colecção.