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terça-feira, 13 de julho de 2010

O MABOQUE




Para quem não tem ideia do que seja isso, é um fruto bravo de Angola, acabei por comprar esta fruta para provar depois de várias vezes me ter sido oferecida para comparar (em vendas de rua), pude comprovar que o fruto é muito gostoso e de sabor agridoce bem característico, não se iguala a nada, a sua casca é dura, uma espécie de coco seco, dentro dele tem sementes bem carnudas.

Segundo me relataram é o alimento predilecto de algumas espécies de macacos; eles fazem um pequeno furo na casca, e bebem o seu suco bem consolados, depois por fim comem o seu interior de sementes.

O MABOQUE, Strychnos spinosa, Lam. , é uma planta indígena da África tropical e subtropical e produz excelentemente nos planaltos do sul de África. Produz fruta suculenta, doce, de cor amarela-alaranjada que contem sementes acastanhadas, duras e bastante numerosas. As flores brancas-esverdeadas crescem nas extremidades dos ramos florais (Setembro/Fevereiro. Os frutos estão maduros da época chuvosa. O fruto é esférico, liso, duro, é grande e verde (antes da maturação), tornando-se amarelo-alaranjados quando maduros. No interior do fruto estão as sementes firmemente embaladas cercadas por uma cobertura carnuda, comestível.

Nasce espontaneamente na zona de planaltos e suporta geadas ligeiras, daí que possa pensar-se que poderá adaptar-se bem por aqui em Portugal.

Os animais tais como os macacos, o porco selvagem, o nyala e o eland comem a fruta. As folhas são uma fonte popular de alimentação para animais de grande porte tais como o duiker, kudu, impala, steenbok, nyala e elefante. As flores são polinizadas essencialmente por insectos sendo portanto uma polinização entomófila.



Distribuição

Esta planta cresce e vegeta apenas em solos bem drenados. Encontra-se em todo o planalto central de Angola.



Usos

• A madeira das suas arvores (Mamboqueiro), é usada na carpintaria (mas apenas em construções muito pequenas e específicas): Punhos ou braços de instrumentos, varas de combate e a construção de alguns instrumentos musicais como, por exemplo, como é o caso do instrumento musical chamado marimba.

• A fruta pode ser usada como fonte alimentar suplementar dos povos rurais.

• Na medicina.

• Curiosamente esta espécie tem sido introduzida em Israel com um forte potencial de produção de fruta comercial.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cerveja N´gola



N’gola é mais uma das cervejas Angolanas, de excelente qualidade, talvez diferenciada por ser fabricada com água captada na nascente da fenda da Tundavala. Só muito recentemente provei um destes exemplares, já que não se encontra com facilidade em Luanda. Já á algum tempo tinha ouvido falar nesta cerveja que muitos diziam que se chamava Cuca e que era diferente precisamente pela diferença da agua. Existe a variedade normal (clara) e preta esta ultima, uma recente aposta da marca, tem dado ainda mais notoriedade à marca.
Segundo precisou o Director Comercial da fábrica N´gola, Luís Salavisa, o nível de receita química da nova cerveja preta da marca, “enquadra-se dentro dos patamares de todas as cervejas pretas do mundo”, pois, leva três maltes diferentes da cerveja clara e o próprio lúpulo (denominação de um produto adicionado à fabricação da cerveja) também é ímpar em relação aos demais, “daí que vá surgir no mercado um pouco mais cara”. Esta cerveja contraria o normal paladar bastante amargo das cervejas pretas; a N´gola optou por criar uma cerveja diferente, com sabor mais adocicado e que deve ser consumida no tempo mais frio, porque não necessita de estar tão gelada quanto uma cerveja clara.

O slogan “Esta preta é mesmo boa” inscrito no rótulo da garrafa e já está a ser comercializada nos distintos pontos de revenda, como restaurantes e similares.

A fábrica de cerveja N´gola, baseada na cidade do Lubango, província da Huila, a única na região sul de Angola que existe há 34 anos, é das que têm maior notoriedade em Angola. A cerveja é produzida na Huíla (pelo grupo empresarial SAB), sendo uma referência no sul de Angola, onde estão os consumidores mais fiéis. Segundo eles a N’Gola é uma cerveja especial porque é produzida com a água especial que lhe dá um paladar tão diferente.

Nos últimos dois anos, a fábrica N´gola recebeu, consecutivamente, duas medalhas de ouro, anualmente atribuídas pelos grandes centros cervejeiros da Europa, onde concorrem variadas marcas produzidas mundialmente. A cervejeira N´gola, segundo os especialistas, distingue-se pela qualidade do seu produto, fabricado com água captada na nascente da fenda da Tundavala, cem por cento natural e tida como a ideal para a produção de cerveja. Daí a convicção do Director Comercial da empresa: “traremos mais uma medalha de ouro com esta cerveja preta porque ela é mesmo boa”.

Note-se que, na década de 80, a fábrica N´gola tentou lançar no mercado uma cerveja do género, que, contudo, não durou muito tempo. Luís Salavisa conta, com muita nostalgia, que, na altura, “o produto teve uma aceitação muito grande na província de Benguela, quando o intercâmbio entre províncias era feito por colunas militares devido ao contexto de guerra em que se vivia e aquela província só vinha abastecer-se quando na posse de informação de que havia cerveja preta na fábrica”.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vuvuzela

A Vuvuzela é uma corneta de cerca de um metro de comprimento, usualmente usada por torcedores em jogos de futebol na África do Sul. A origem do nome é controversa. Pode provir da palavra Zulu para "fazer barulho", a partir da "vuvu" som que faz, ou de gírias locais relacionadas à palavra para "chuveiro."



Este instrumento originalmente denominado aerofone ou aerófono, é assim designado pela forma como o seu som é produzido, através da vibração do ar sem a necessidade de membranas e cordas e sem que a própria vibração do corpo do instrumento influencie significativamente no som produzido.
Existem inúmeros instrumentos desta classe espalhados por esse mundo fora. Em Angola encontramos quatro variedades destes instrumentos de sopro.







sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Rosas de Porcelana



As rosas de porcelana também conhecidas como ceptros das rainhas de Angola'... Estas bonitas plantas brotam nas margens dos rios, e são tão delicadas, que quase aparentam porcelana sendo ao mesmo tempo muito resistentes.

domingo, 9 de agosto de 2009

Angola Futura Potência

Quedas kalandula Malange

Toda agente sabe que Angola é um colosso em África. Porventura, é um dos países com maiores potencialidades económicas, dada a sua extensão como a sua riqueza em matérias-primas estratégicas. Com a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, virou-se uma página da história, após anos de colonialismo. Depois Angola, como as demais ex-colónias africanas, entraram no chamado processo de independência e de afirmação nacional. Uma transição quase sempre acompanhada ou de guerras civis ou de uma tremenda incapacidade para se autogerirem. A ausência de quadros qualificados em quase todos os sectores da sociedade prenunciava esse desfecho, que resultou em mais subdesenvolvimento, mais corrupção e mais injustiças sociais e assimetrias entre as várias regiões no conjunto nacional.

A construção da democracia nem sempre foi acompanhada de um método pluralista e organizado e à aparente participação das populações não se seguiu uma melhor organização da sociedade civil, que hoje continua fraca e muito dependente. Alguns jornalistas também não podem pensar e escrever tudo o que desejam, porque o regime coarcta essa liberdade de expressão. Alguns deles tiveram de fugir para Portugal na sequência de reportagens mais afoitas, como o baton do regime - que levou o seu autor a refugiar-se em Lisboa. Isto só por si é revelador de que a democracia angolana ainda convive mal com o pluralismo jornalístico e nem sempre usa da devida tolerância para com essas manifestações de informação e análise.

A guerra civil entre a UNITA e o MPLA só serviu para dilacerar os recursos do País a fim de manter a economia de guerra e agudizar os ódios entre ambos os lados. Um ódio que esta última década vem tentando sarar. Os novos partidos políticos pouca expressão têm em Angola. Por outro lado, a organização da economia, sobretudo aquela ligada ao café, abacaxi, algodão poderia estar melhor organizada e daí resultar mais rendimentos para os seus agricultores garantindo também aos angolanos uma melhor qualidade de vida - que hoje ainda não existe. O processo de alfabetização, introdução de saneamento nas cidades e vilas de Angola ainda são uma promessa por cumprir. Resultado: são ainda milhões de angolanos que vivem com menos de 1 dólar por dia, a população sofre de taxas de iliteracia dantescas e os cuidados básicos com a alimentação e higiéne ainda é um luxo de ricos - que escapa à generalidade da população.

Não conheço as estatísticas, mas não devem ser animadoras, pelo que há imenso ainda por fazer nesses domínios. Sendo que as imensas vantagens do petróleo deveriam servir para financiar essas necessidades e prover às inúmeras reformas que faltam na Educação, na Saúde, no Ambiente, na Segurança Social e na generalidade dos sectores da sociedade.

Nem quero imaginar como seria hoje Angola caso fosse a UNITA que estivesse no poder. Pior estaria, seguramente. Sem quadros e apenas vocacionada para fazer a guerra - a economia angolana ainda estaria mais desarticulada e a sociedade mais miserável.

Os musseques são mais do que muitos, as campanhas de vacinação à população estão longe de prevenir doenças que há muito deveriam estar erradicadas. E é em todas estas áreas que Portugal e os portugueses, por variadas razões, poderiam e deveriam ajudar de forma organizada, contratualizada no quadro das excelentes relações bilaterais - Estado a Estado - que hoje existem entre Portugal e Angola.

Angola quer hoje investir em força em Portugal, Portugal deseja fazer o mesmo em Angola. Infelizmente, Portugal não dispõe de petróleo, mas tem massa cinzenta para ajudar a organizar a sociedade civil angolana, as suas forças armadas, a sua economia. Penso que é tempo para os dois Países edificarem uma cooperação a sério entre ambos que não passe apenas por participações cruzadas de capital em grandes empresas cujos lucros ficam retidos nos accionistas que mandam nelas, sem que daí resulte um benefício líquido para as populações que hojem vivem na miséria e não sabem como sair dela.

As receitas do petróleo devem criar fundos para a Educação, para a Saúde, para o Ambiente, para o aprofundamento e organização da sociedade civil e o desenvolvimento em geral. E não utilizar esses recursos de forma injusta e, por vezes, pouco transparente mas deixando perceber que apenas uma clic (entre militares e políticos colocados no aparelho de Estado) possam beneficiar dessas riquezas minerais que estão no subsolo angolano, como o petróleo, os diamantes e outras matérias-primas estratégicas que têm outras finalidades na indústria de ponta.

Neste quadro creio que Angola ainda não fez a sua verdadeira revolução social. Por um lado, porque o poder instalado não quer partilhar com muitos aquilo que hoje é de poucos. Por outro lado, porque a cultura política africana não premeia a valorização do interesse geral de forma gratuita e voluntária. Em África tudo o que se consegue é a muito custo, salvo se se beneficiar do apoio do regime ou de alguns dos seus players que fazem a lei no dia a dia na economia e na sociedade.

Angola ainda não se abriu ao investimento externo de forma transparente e clara. Para tudo é preciso "luvas", e isso encarece os estudos preparatórios que leva qualquer empresário a investir no território. Falta, pois, um grande SIMPLEX em Angola, e nisso Portugal poderia ajudar. Apenas falta a vontade política para o efeito. Seria igualmente desejável que a partidarização da sociedade angolana se atenue, porque a sua existência só atrasa o crescimento, o desenvolvimento e a modernização das suas gentes e do seu território.

Sem estas revoluções sociais, administrativas e burocráticas - para funcionalizar melhor o Estado - para que servem as imensas receitas do ouro negro se, de facto, ele não contribui - directa ou indirectamente - para o efectivo desenvolvimento sustentado do País?

No fundo, a sociedade angolana tem alguns dos problemas que Portugal tem - mas numa dimensão e profundidade mais graves. Uma sociedade civil fraca, grande dependência do Estado - que se manifesta através dum excessivo peso na economia e na sociedade. Além de que a sociedade angolana ainda tem uma coisa que nós já perdemos: o medo.

O pluripartidarismo deve ser aprofundado, o pluralismo nos sindicatos, nos jornalismo, nas associações cívicas deve ser reforçado. E quando isto se fizer a sério o partidarismo hoje existente tende a recuar para libertar recursos tão necessários ao empreendedorismo da sociedade, à vitalização dos seus quadros, das profissões liberais, enfim, racionalizar e dar transparência e conferir efectivos direitos (sociais, económicos e culturais) ao conjunto da sociedade - que hoje ainda vive amarfanhada entre a pobreza e a dependência do aparelho de Estado e da clic militar que há muito deveria ter menos poder do que na realidade tem.

É certo que a Angola d´hoje já não é a Angola ao tempo dos Acordos de Bicesse, no Estoril, que depois degeneraram e empurraram o país para a guerra civil. Mas também não é o que já deveria ser. Pelo meio cometeram-se erros, incompetências, má fé, corrupção - que é generalizada em África.
Penso que esse balanço social, económico e político ainda está por fazer. A democracia tem e deve ser relançada. A sociedade civil deve fortalecer-se e afirmar-se. E o Estado deve ser não só o grande facilitador desses processos múltiplos como também o garante de que eles não descambam em favor de uns (poucos) e em detrimento de outros (o zé povinho). O mesmo que hoje ainda vive com menos de 1 dólar por dia, e isso, convenhamos, é dramático. E até moral e éticamente inaceitável, tratando-se dum país riquíssimo e com tantas potencialidades.
Talvez o "Zé Du" (Eduardo dos Santos) já tenha pensado nisso. Mas enquanto não permitir que se faça algo verdadeiramente diferente em Angola, continuarão a morrer crianças de malária, de sida, de subnutrição, de tuberculose, de diarreias, campeando a corrupção e o nepotismo, a pobreza coabitando com os condomínios de luxo, enfim, o velho Estado africano continua a dar as mesmíssimas cartas num jogo há muito viciado. Viciado para o povo e sempre vantajoso para as ditas elites. As mesmas que em Lisboa andam com diamantes nos bolsos e fazem-se transportar em automóveis de 70,80 e 100 mil euros. Isto, confesso, choca.
São, portanto, estes pequenos (grandes) fantasmas que Zé Du - e o seu regime - terão de estirpar da sociedade angolana. Mas como estes vícios (tão caros quanto vantajosos) estão profundamente enraizados naquela cultura de poder que há 30 anos controla o aparelho de Estado, duvido que sejam os mesmos que hoje estão no poder a fazer as revoluções necessárias que Angola urgentemente precisa para se modernizar e desenvolver. Além disso, ninguém gosta de perder os privilégios acumulados...
E também não será em Portugal que Eduardo dos Santos irá ouvir esse discurso moralizar em torno da África boa e com futuro. Uma África que defende a transparência do Estado e a boa utilização do petróleo cujas receitas, por uma vez na vida, devem começar a ser canalizadas para o desenvolvimento sustentado do povo angolano.
PS: Dedico este texto ao sofredor povo angolano que tem sabido manter a esperança em nome de um País melhor.

domingo, 2 de agosto de 2009

Cerveja EKA

Cerveja EKA, mais um dos sabores cervejeiros de Angola, na minha opinião a mais fraca escolha...

Cerveja Nocal

Cerveja NOCAL, uma agradável surpresa, por ser no meu entender a mais saborosa cerveja Angolana.

domingo, 19 de julho de 2009

Os Embondeiros





Esta arvore é mais um dos ex-libris de Angola, aqui são conhecidos por Embondeiros, podem ser lhes dados outros nomes como: baobás, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia) são um gênero de árvore com oito espécies, nativas da ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), do continente africano e da Austrália (com uma espécie em cada).
As espécies alcançam alturas entre de 5 a 25 m (excepcionalmente 30 m), e até 7 m no diâmetro do tronco (excepcionalmente 11 m). Destacam-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do tronco, que pode alcançar até 120.000 litros.

Os baobás desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca, caindo suas folhas durante a estação seca. Alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado: poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema.

sábado, 30 de maio de 2009

Cerveja Cuca - Um prazer que pede bis...



Cuca (Companhia União de Cervejas de Angola), é a cerveja por excelência com maior preferência em Angola, que noutros tempos foi grande moda tanto em Luanda como em Lisboa.

sábado, 2 de maio de 2009

Luanda a cidade intangivel



Luanda engarrafamento até no mar



A nação Angola apresenta-se hoje em dia tranquila, embora hajam algumas queixas pontuais de insegurança.
A movimentação de pessoas e bens é uma realidade tanto na cidade de Luanda como nas estradas em direcção às outras províncias, podedo-se viajar de carro com segurança em qualquer hora do dia ou da noite para qualquer ponto do país.

Contam-se alguns acidentes rodoviários graves por motivo de melhoramento das estradas e maiores velocidades .

O policiamento nas ruas da cidade de Luanda é uma realidade verificada nos últimos anos, com melhorias acentuadas da policia de trânsito, comparativamente ao passado .

Há uma orientação por parte do Governo de Angola para que todos os cidadãos tenham uma atitude de unidade nacional e exemplar .

É possível constatar uma clara e real organização das eleições , inclusivé através da Internet , com fácil acesso a todos de maneira a obterem as informações necessárias para que haja uma votação sem atropelos nem desorganização .

Angola está de parabéns pois está a construir os melhores caminhos no seu desenvolvimento , apesar das contínuas dificuldades conjunturais e estruturais internacionais.

Os países lusófonos terão muito a ganhar com este exemplo de Angola .

Todos nós queremos e desejamos o melhor para esta grande e bela Nação lusófona , após tantos anos de suor e lágrimas .

Angola com certeza vai ganhar sua medalha olímpica.