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domingo, 8 de agosto de 2010

O Valor da Floresta Portuguesa e o seu futuro

È completamente pertinente hoje no dia das florestas e árvore; abordar o tema da floresta portuguesa. Em Portugal é o terceiro país da Europa em dimensão de floresta e igual, já no aproveitamento que faz da mesma está muito aquém, a este facto deve-se o sucessivo abandono que se tem vindo a verificar no sector. Os motivos são de varia ordem: Falta de estratégia dos sucessivos governos, abandono do interior, fogos, e os minifúndios.

Quanto vale a floresta Portuguesa?

O território de floresta em Portugal é aproximadamente de 3 milhões de hectares, (sendo que 90% são privadas, sendo o restante do estado e resto baldios), o seu valor são de 16 triliões de euros; nos quais se incluem o próprio ecossistema, os serviços,
As industrias a ela directamente afectos. Temos então uma riqueza subaproveitada, que tem sido ignorada pelo poder políticos e as populações cada vez mais de costas para a mesma. Não obstante, apesar de nos últimos anos se ter evoluído algo neste sector, na minha óptica estamos muito longe de aproveitar o potencial das nossas florestas.
Mesma a criação de ZIF- zonas e intervenção florestal, nada tem protegido a floresta, verificando-se nestas curiosamente, serem as zonas onde se verificam mais fogos. A Invasão de espécies exóticas, como eucalipto muito tem destruído as características da floresta portuguesa, bem como desgastando os solos. Os desincentivos do abandono de certas culturas, da oliveira, sobreiro, castanheiro e outros muito têm contribuído para este revés.
A principal desvalorização da floresta Portuguesa é os ciclos de fogos que a assolam, á razão de 1 milhão de hectares perdidos na última década.
Outro factor destrutoramente da floresta Portuguesa no que respeita ás dimensões, ou seja
A cada vez mais subdivisão das parcelas pela sucessão familiar dos terrenos. Este factor, faz com que na sua maioria seja incomportável e não rentável, a gestão de minifúndios de floresta.

O futuro da Floresta portuguesa, passará por aproximar mais as populações da floresta, criando incentivos, à sua rentabilização, com programas concretos a 10 anos. (povoamento do interior, criação de emprego):

Criação do cadastramento de todas as parcelas de floresta (censos da floresta).
Incentivo às cooperativas de florestas para melhor exploração
Melhor aproveitamento da biomassa, material lenhoso
Melhor prevenção aos fogos no período de inverno
Melhor responsabilidade das populações quanto à manutenção das florestas e no combate à propagação de fogos.
Melhores políticas e meios de combate, com envolvência de todos os sectores da sociedade, nos quais se incluem as forças aéreas, incluindo a utilização dos meios, que poderias ser de grande eficácia (como aeronaves de grande porte)

Nosso país continua mal protegido contra grandes calamidades provocadas pelo fogo. Os Corpos de Bombeiros militares, instituições às quais, constitucionalmente, estão atribuídas as tarefas de Defesa Civil, não estão equipados adequadamente, não têm pessoal treinado e nem recursos orçamentários para enfrentar, por exemplo, um grande incêndio florestal. Nas grandes empresas de reflorestamento e de celulose, cuja matéria-prima provém de florestas cultivadas, os investimentos em proteção contra incêndios têm-se limitado à infra-estrutura destinada à detecção dessas ocorrências. Muito pouco, quase nada, tem sido aplicado em equipamentos e treino de pessoal para o combate eficaz aos incêndios florestais.

O melhor combate florestal

A estrutura oficial está no Ministério do Meio Ambiente, mais especificamente no que dispõe de um programa denominado, para cuidar dos incêndios florestais, na minha optica insuficiente, quanto a prevenção conforme mencionei em vários pontos atrás. Ao que sabemos, este programa teve geralmente uma atuação mais burocrática, de supervisão e repressão (aplicando multas) e pouca ação para a contenção e extinção dos incêndios florestais, dai que vemos sucessivamnte muitos crimes desta area prescreverem por falta de actuação.

href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjV2BeIoIxG93w8F5OYiCu5rzMry1vxy6lMyeG_EoouhgCRtXO8RF6dNTR9mejwPZt0IY-sjXOa7WM3FELI6aSpmvZ7A1eO_F2Ga1fA-msBp9UpqCRXQjWCSLYTpHQjEHi8YO1a3mN5eoll/s1600/0,,14531630,00.jpg">O fato é que o nosso instituto de combate a fogos, parece não dispor de pessoal e de meios necessários para que se converta no órgão central daquilo de que de fato precisamos: um efetivo sistema nacional voltado para a prevenção, previsão, detecção, alarme, controle e extinção de incêndios florestais, com usos evidentes também para outras ações de Defesa Civil. Em nosso país vemos que se pode até detectar ocorrências de incêndios florestais em tempo – aliás, parece que nisto temos avançado – mas, seguramente, com os meios de que dispomos, somente será possível controlar esses incêndios após grandes perdas de áreas plantadas.

Quanto aos grandes incêndios urbanos, o panorama não é melhor. Os equipamentos convencionais em muitos casos apenas debelam o fogo após graves perdas que poderiam ser evitadas ou minimizadas com uso de melhores meios aéreos para o seu combate. Em muitos países, justamente aqueles em que melhores são os resultados na proteção de florestas contra a ação do fogo, a aviação civil e militar, há muito vem sendo utilizada como ferramenta essencial no combate a incêndios.



Alguns países usam suas Forças Armadas ou organizações públicas para operar esse serviço. Em outros, de forma exclusiva ou complementar, atuam empresas aéreas especializadas. Algumas dessas empresas, percorrem o mundo oferecendo os seus serviços nas estações secas, mais favoráveis a incêndios, das diversas regiões. Mobilizam-se helicópteros e aviões especializados de vários tipos em verdadeiras "forças-tarefas" que permanecem de plantão 24 horas por dia atentas aos chamados das entidades de Defesa Civil, bem como aviões de Transporte devidamente adaptados e desactivados.

Várias aeronaves vêm sendo adaptadas para o uso contra-incêndio: desde os velhos Catalinas (anfíbios, muitos ainda em perfeita e confiável operação, sobretudo no Canadá) até os conhecidos C-130 Hércules (que a nossa Força Aérea - FAP - opera). Na Itália, um modelo de fabricação nacional, semelhante ao Búfalo que a FAP ainda opera, também é conversível para a missão contra-incêndio. Como avião especialmente projetado para o combate ao fogo há ainda o CL-415 (equipado com turboélices), fabricado pela Canadair/Bombardier Inc. (infelizmente, hoje, de certa forma persona non grata, dada a complicada disputa comercial que tem mantido com a nossa Embraer). Esse avião é o sucessor de um outro, o CL-215 (motores a pistão) da mesma Bombardier, ainda empregado. São muitos os aviões que podem ser convertidos para o uso contra-incêndio, aliás a tônica internacional é o uso de aeronaves de transporte ou militares adaptadas a esse emprego.

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Por que não temos em nosso país projectos semelhantes de proteção contra incêndios florestais? Na área governamental há o já mencionado impasse constitucional: as Forças Armadas (em especial a FAP) não se motivam para essa missão porque não têm essa atribuição constitucional. Os Corpos de Bombeiros ou Polícias Militares, que a têm, não dispõem de estruturas e recursos que lhes permitam atuar nesses serviços. Na área privada, porque estamos em uma economia de mercado, os empreendimentos somente ocorrem quando o negócio realmente existe, ou seja, quando há retorno previsível aos investimentos, o que seria assegurado, nesse caso, pela criação de demanda regular para os serviços. A falta de ação da área governamental responsável pela proteção ao meio ambiente certamente explica a inexistência de investimentos nesse que pode vir a ser um nicho de mercado para a nossa aviação geral e, em particular, por força de regulamentação, para o seu segmento agrícola.

Na verdade ós dinheiros gastos nos sucessivos anos em plena epoca alta (dos quais nunca vi os valores, devem ser muitos superiores aos que se gastariam com a prevenção adequada, a utilização dos meios ideais e a organização da propria floresta.

Constituir um sistema nacional parece ser a chave do problema: ele poderia ser a “mola propulsora” dos empreendimentos, pois suas dotações orçamentárias – devidamente equacionadas pela legislação que o criasse – permitiriam a licitação de serviços aéreos especializados em combate a incêndios. Esse sistema contaria com aviões especializados, pessoal mais especializado (como os reduzidos corpos de bombeiros sapadores), e o devido esquema logístico (incluindo os insumos químicos que ajudam na contenção e na extinção dos incêndios florestais). Seria apto a intervir em qualquer local do território nacional nas emergências que ocorrem em épocas bem identificadas no calendário.

Devemos criar condições para que helicópteros e aviões especializados em combate a incêndios possam tornar-se disponíveis para emprego em tempo hábil nas grandes calamidades. Seja pela estruturação desses serviços por órgãos públicos, civis ou militares, seja pelo incentivo à iniciativa privada. A devida atenção ao problema, com ações, algumas delas sugeridas neste texto, perfeitamente exeqüíveis em prazos razoavelmente curtos, é questão que deveria ser enfrentada logo. É preciso que o nosso país se equipe devidamente para agir nas ocorrências de incêndios florestais (e também urbanos) de forma adequada e eficiente.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Xtopia Xangai



Xtopia é um conceito para a construção de 300 andar do arranha-céus comunidade auto-suficiente em Xangai, na China. É exibido no Discovery Channel em 25 de abril de 2010 como um possível método para combater geográfica da expansão urbana e diminuir o impacto ambiental das populações humanas.

Possui uma base do tripé que combate vento e tremor do solo, permitindo a passagem de luz solar para prédios vizinhos e parques.

Há setores industriais nas pernas, pisos comerciais nos primeiros níveis panorâmicas, os níveis residenciais, jardins e aeropônico mais acima.







domingo, 30 de novembro de 2008

A Maior Central Fotovoltaica Solar do Mundo


Construído em Serpa pelas empresas General Electric, PowerLight e Cata-vento, o equipamento deverá ter companhia em breve, uma vez que Moura, também no Alentejo, irá receber uma unidade ainda maior, com 62 MW de potência, e que representará um investimento na ordem dos 60 milhões de euros. Outros projectos estão também em curso na região. Para conhecer a potencialidade do continente na produção de energia através do Sol, a Comissão Europeia desenhou um mapa sobre a Europa, onde se destaca o local onde a electricidade solar seria mais barata. Esta central permitindo poupar mais de 30 mil toneladas anuais de emissões de gases com efeito de estufa, quando comparada com uma produção equivalente a partir de combustíveis de fósseis. , produzindo electricidade suficiente para alimentar oito mil habitações
Em Portugal, mais precisamente no polígono formado pelo Algarve e zona leste do Alentejo, onde o Sol reina à vontade. Em contraste, o líder absoluto deste aproveitamento solar, com uma quota de 86%, é um país bem mais frio e nebuloso, a Alemanha. Refira-se que o Governo Português fixou um tecto de 15o MW, até 2010, para a potência instalada de centrais foto voltaicas. Até meados do ano passado, as unidades já aprovadas pelo Ministério da Economia e da Inovação somavam 93 MW, estando já incluídas neste conjunto as mega centrais de Serpa e de Moura.
Kevin Walsh, director-geral e responsável pela área da Energia Renovável da General Electric, qualificou a central como "um sucesso", justificado pelo facto de estar implantada numa das áreas de maior exposição solar da Europa e pelo "apoio das políticas" do Governo para o sector. Na cerimónia de inauguração foi assinado um contrato para atribuição de um subsídio ao investimento no valor de 3,7 milhões de euros (4,8 milhões de dólares) no âmbito do Programa de Incentivos à Modernização da Economia Portuguesa (PRIME), do governo português.
O projecto de construção da Central Solar Fotovoltaica de Serpa resultou da parceira de uma empresa portuguesa e duas multinacionais estrangeiras. Além da General Electrics (GE), financiadora e proprietária da central, estão envolvidas no projecto a Powerlight, um importante fornecedor global de sistemas de energia solar que projectou, instalou e assegura a operação e manutenção da Central Solar de Serpa, e a Catavento, uma importante empresa portuguesa de energias renováveis, que desenvolveu e gere o projecto que já produz energia para a rede eléctrica desde Janeiro.

Ficha técnica da Central

Local:
Brinches (concelho de Serpa, distrito de Beja)
Equipamento:
52 300 Painéis
Potência Instalada:
11 MWp
Investimento aproximado:
62 000 000 euros
Produção Anual Esperada:
21 000 MWh
Poupanças equivalentes em Petróleo:
1720 Toneladas/ano (12556 barris/ano)
Emissões Evitadas de CO2:
19 000 Toneladas por ano.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O maior parque eólico da Europa


Monção, Viana do Castelo, 26 Nov. 2008, "Este parque é mais um passo para Portugal se afirmar como líder nas energias renováveis, que são as energias do futuro", afirmou o ministro, acrescentando que a nova usina "é um orgulho para o país"."Portugal está em quinto lugar a nível mundial na produção de energias renováveis", disse Manuel Pinho. "É uma situação exemplar de criação de nova riqueza ao nível local, regional e nacional", afirmou o mesmo.

O Parque Eólico do Alto Minho, no norte de Portugal, pertence à empresa “Ventominho” e inclui 120 Aerogeradores, distribuídos por cinco subestações, com uma potência total de 240 megawatts.

O ministro português da Economia, Manuel Pinho, elogiou o papel de liderança de Portugal em relação às energias renováveis, durante a inauguração do maior parque eólico da Euro

terça-feira, 18 de novembro de 2008



Já se aceitam encomendas para o automóvel eléctrico feito em Leiria e que deverá começar a circular nas estradas em 2009. Se as previsões do empresário António Febra não falharem, cerca de três milhões de euros de investimento e oito anos de teimosia e iniciativa vão desaguar no Futi.

António Febra já tem a viatura homologada e conta entrar na fase de produção no final do ano, início do próximo. Quem estiver interessado em contar com um automóvel que gasta cerca de 1 euro de energia eléctrica por cada 100 quilómetros percorridos, pode já fazer a sua reserva. "Estamos a aceitar encomendas. Com um adiantamento, quem encomendar agora beneficia do preço especial do Futi, ou seja, oito mil euros". É certo que há que acrescer impostos a este valor, mas a boa notícia é que este automóvel de dois lugares não vai pagar nem um cêntimo de Imposto Automóvel.

Quando chegar à fase de comercialização, o Futi crescerá de preço, sempre com o objectivo de não atingir a barreira dos dois dígitos, explica António Febra. Quer isto dizer que entrará no mercado abaixo dos 10 mil euros, mais impostos. Até ao momento, este empresário da Maceira, Leiria, já gastou cerca de um milhão de euros no projecto, sem apoios públicos. Sabe que tem de investir ainda mais do que isso, mas acredita no sucesso do Futi. Aliás, conta, percebeu há muito que as questões ambientais estavam fadadas a ganhar crescente relevância.

Febra tem um protótipo em funcionamento, mas sublinha que esta ainda não é a versão apurada que vai chegar ao cliente em 2009. Ainda se estuda a forma de aperfeiçoar o design e performances, mas é já certo que o Futi pode assegurar uma autonomia que ronda a centena de quilómetros. Como? Bem, basta chegar a casa e ligar o carro à ficha, "tal como os telemóveis", explica o empresário. Será literalmente assim: o carro é ligado à ficha eléctrica, precisando de carregar durante cinco horas, para atingir a carga máxima. E sempre que o condutor não estiver a acelerar, o veículo aproveita o movimento para carregar as baterias.

Para além do utilizador individual, António Febra acredita que o Futi pode ser útil para autarquias ou forças de segurança, por exemplo. "Será ideal para as rondas policiais, afinal é um veículo silencioso". Portugal, naturalmente, mas também a Inglaterra (onde já tem escritório) são os mercados onde António Febra conta apostar. Acresce ainda que o Futi deverá ser totalmente reciclável, sendo que até as baterias serão recolhidas para reutilização.

terça-feira, 11 de novembro de 2008


As características físico-químicas e biológicas de um solo influenciam grandemente a qualidade final dos produtos alimentares provenientes da agricultura, pois as culturas agrícolas só poderão produzir em quantidade e qualidade se, além de condições climatéricas favoráveis, tiverem à sua disposição durante o período de crescimento, os vários nutrientes e fauna edáfica (minhocas, insectos,...) nas proporções adequadas, o que implica, em muitos casos, o recurso a fertilizantes químicos para aumentar a fertilidade do solo.

A lentidão de formação de húmus natural para restabelecer a fertilidade de um solo, o elevado custo dos fertilizantes químicos e a contaminação consequente das águas e solo, têm conduzido à procura de outros fertilizantes produzidos biologicamente. Uma das opções de melhoria da qualidade do solo passa pela aplicação, na terra, ou directamente junto às plantas, do húmus produzido pelas minhocas ou vermi-composto.


A minhoca ingere terra e matéria orgânica equivalente ao seu próprio peso e digere e expele cerca de 60% do que comeu sob a forma de excrementos (húmus), em muito menos tempo que a natureza. A minhoca recicla assim restos de comida e outra matéria orgânica, produzindo um adubo orgânico muito rico em flora bacteriana (cerca de 2000 milhares de bactérias vivas e activas, por cada grama de húmus produzido) e devolvendo à terra cinco vezes e meia mais azoto, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e onze vezes mais potássio do que contém o solo do qual se alimenta.

A importância das minhocas para a fertilização e recuperação dos solos já era reconhecida pelo filósofo Aristóteles, que definia estes seres como "arados da terra", graças à sua capacidade de escavar os terrenos mais duros. Os antigos egípcios atribuíam poderes divinos às minhocas, protegendo-as por lei. A grande fertilidade do solo do vale do Nilo deve-se não só à matéria orgânica depositada pelas enchentes do rio Nilo, como também à sua humificação pelas minhocas que ali proliferam em enormes quantidades.


Animal extremamente útil para a agricultura e que passa quase todo o seu ciclo de vida debaixo da terra, a minhoca melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo: perfura-o, formando galerias subterrâneas e descompacta-o.


Algumas das vantagens da utilização do húmus de minhoca como adubo natural incluem:

• não agressivo para o ambiente e fonte de nutrientes para as plantas, especialmente
de azoto, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

• Controlo da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e
manganês.

• Contribuição para um pH mais favorável ao desenvolvimento das plantas.

• Redução da lixiviação e volatilização dos nutrientes das plantas.

• Entrada de água e ar facilitada.

• Drenagem controlada, evitando encharcamentos.

• Alteração da estrutura do solo, suavizando efeitos de erosão, compactação,
Impermeabilização e desertificação.

• Promoção da agregação de solos arenosos.

• População microbiana fixadora de azoto abundante.

• Aumento da resistência das plantas a pragas e doenças.

• Absorção favorecida dos nutrientes pelas raízes das plantas.

• Aplicação possível em contacto directo com raízes, não queimando plantas novas.



A vermi-compostagem, isto é, a compostagem realizada quase exclusivamente por minhocas, surge como opção simples de reciclar os restos de resíduos alimentares (cascas, gomos,...) e de obter húmus com excelentes propriedades. Poupam-se recursos, preserva-se o ambiente, evita-se o uso desmesurado de fertilizantes sintéticos e aproveita-se para conhecer melhor este ser vivo.


Para além da produção de húmus, as minhocas podem também ser usadas como isco para a pesca e para produzir farinha, dado o seu elevado teor de proteínas (78%). Além disso, têm uso na medicina, pela sua grande capacidade de cicatrização e regeneração dos tecidos e também na farmacologia, no tratamento de bronquite, asma e hipertensão.


O comércio de minhocas como isco vivo tem sido o grande responsável pelo desenvolvimento da minhocultura (criação de minhocas) na maioria dos países criadores. Pode assim qualquer pessoa que tenha um quintal, adquirir a 5€ o kg. Uma equipe de minhocas e reciclar o seu próprio lixo orgânico, o produto poderá vende-lo. Experiências recentemente feitas em Portugal, (pioneiro neste estudo), concluem que as mesmas conseguem decompor (apesar de no médio prazo), o tetrapack, decompondo todo o papel e ficando apenas a película plástica, que é reciclável. Portanto um boa solução para as empresas que trabalham e reciclam através da compostagem, que é mais morosa que este processo.

sábado, 1 de novembro de 2008


A Carris apresentou, esta terça-feira, o «Mob Carsharing», a mais recente forma de deslocação na Zona da Grande Lisboa. A iniciativa permite às pessoas alugar carros por curtos períodos de tempo.
Penso que nesta iniciativa poder-se ia ir muito mais longe, eis a minha sugestão:
Suponhamos que esse serviço funcionasse a partir de metrópoles periféricas da capital,
Odivelas, Sintra Amadora etc. Cada individuo levanta um veiculo na sua zona de residência, e dirige-se para o seu emprego, já aqui o ganho seria considerável, antes de pegar ao serviço entrega (já na cidade ou não) o veiculo na central, levantando o mesmo ou outro veiculo para o regresso a casa. O veículo seria limpo, verificado, mantido até novo levantamento, para economizar deveriam ter edifício silo vertical que dadas a dimensões reduzidas suportariam dezenas de veículos. Por outro lado teríamos as mesmas pessoas na cidade mas com muito menos carros pelos parqueamentos já não dizendo nos passeios, isto sim seriam um excelente serviço.

O «Mob Carsharing» existe no estrangeiro há mais de 20 anos e chegou agora a Portugal. A partir desta terça-feira, já é possível alugar um carro para andar na zona de Lisboa. O conceito é simples e vem complementar os transportes públicos.
Além de ajudar o ambiente, a iniciativa ajuda também o bolso dos utilizadores. Os preços variam dependendo da hora e do tempo do aluguer, mas as poupanças podem chegar aos 4 mil euros para quem percorrer menos de 15 mil quilómetros por ano.
A adesão ao serviço é fácil. A abertura do carro é feita com o cartão Lisboa Viva e a chave esta dentro do mesmo. A viagem tem sempre que acabar no local onde começou. Ao todo são dez, os veículos ao serviço do «Mob Carsharing», espalhados por seis pontos de Lisboa. Um número que pode vir a aumentar dependendo da adesão à iniciativa.

Adira
Faça o download dos impressos necessários e envie-os, devidamente preenchidos, para a morada indicada. Depois de aprovados receberá em casa o seu número de identificação. Simples!
Reserve
Efectue a marcação de um dos veículos pelo tempo pretendido. Pode fazê-lo através do 707 20 70 80 ou em www.mobcarsharing.pt
Desbloqueie
Dirija-se ao parque escolhido e coloque o seu Cartão Lisboa Viva junto ao campo de leitura de cartões, próximo do pára-brisas. Dois segundos depois ele ficará desbloqueado…é todo seu!
Aproveite
Boa viagem! Dê as suas voltas e regresse ao parque de origem, até à hora de finalização da reserva.

Estudos revelam que cada veículo a circular em sistema de Carsharing permite substituir entre 4 a 10 viaturas particulares e, consequentemente, a redução da ocupação do espaço urbano, congestionamentos, poluição sonora, acidentes rodoviários, etc...

Não se iluda. Os custos de ter carro próprio não se reduzem apenas aos gastos mensais em combustível.
Faça as contas! A mob carsharing dá-lhe uma ajuda…
Se pretende cálculos reais, sugerimos que faça a listagem de todos os encargos inerentes à compra e desvalorização do veículo, a sua utilização e consequente manutenção:
- Revisões periódicas
- seguros
- impostos
- selos de circulação - Inspecções•-
- combustível
- parqueamento
- limpeza

A reserva mínima é de 1 hora e o seu preço inclui 10 km, para serem utilizados ao longo da reserva. As restantes horas de aluguer são taxadas segundo o somatório de uma tarifa base/hora e os kms totais percorridos ao longo da reserva. Assim, ao ultrapassar os 10 kms incluídos, o cliente começa a pagar por km.

Como campanha de adesão, o Mob Carsharing oferece a 1ª anuidade aos primeiros 200 associados.

domingo, 26 de outubro de 2008

Coisas simples para salvar o mundo...


Ouvimos falar em aquecimento global temos a impressão de que estamos a falar de algo à escala planetária, em relação ao qual cada um de nós, individualmente, nada pode fazer. Não é bem assim. Quanto a mim já as cupro aquase na totalidade, por vezes falha uma ou outra, o que interessa, é que cada um moderadamente, vá diminuindo a sua pegada ecológica.
Há dez pequenas coisas que cada um de nós pode fazer e que fazem uma grande diferença na produção anual de dióxido de carbono é o principal responsável pelo aquecimento global e o efeito de estufa. Quer saber quais são? ai vão...


Por cada lâmpada incandescente que substituir por uma fluorescente poupa 68kg de dióxido de carbono por ano.
Ande a pé (óptimo para a saúde), de bicicleta, de transportes públicos e poupe 300gr de dióxido de carbono por cada km que não percorrer com o seu carro.
Pode poupar cerca de 1100kg de dióxido de carbono se reciclar metade do seu lixo doméstico.
Verifique os pneus e poupe 3% de combustível. Por cada 3l de gasolina poupada, poupa 9kg de dióxido de carbono.
Poupe água quente. Aquecer água requer muita energia. Se reduzir o fluxo do seu duche pode poupar até 160kg de CO2 por ano e se lavar a roupa com água fria ou tépida pode poupar até 225kg por ano.
Evite as embalagens. Pode poupar até 540kg de dióxido de carbono por ano se reduzir o lixo domestico em 10%.
Ajuste o termóstato. Desça-o de dois graus no Inverno e suba-o de dois graus no Verão e poupe 900kg de dióxido de carbono por ano.
Plante uma árvore. Ela irá absorver uma tonelada de dióxido de carbono no decorrer da sua vida.
Apague a televisão, o leitor de DVD e o computador quando não está a utilizá-los e poupe centenas de quilos de dióxido de carbono.
Passe a palavra aos outros e incite-os a poupar também.
Faça as contas! É espantoso o que cada um de nós pode fazer. Agora imagine o que podemos fazer todos juntos.

domingo, 12 de outubro de 2008

Dilúvio parte - I

O gelo do Árctico diminuiu este ano para o menor nível registrado desde o início das medições por satélite, na década de 1970, mantendo a tendência provocada pelo aquecimento global, inclusive com causas humanas, afirmaram cientistas recentemente que a redução foi tamanha que no Artico, a chamada Passagem Noroeste, normalmente coberta de gelo, foi aberta pela primeira vez desde que se tem lembrança; permitindo que barcos navegassem por essa rota do Atlântico para o Pacifico e vice-versa. Mediante este fenómeno do mar no mundo, suspeita-se que possa subir duas vezes mais neste século do que os cientistas da Organização das Nações Unidas haviam previsto. Estudos anteriores apontam que há mais de 100 mil anos, foi a última vez em que a terra ficou com esta temperatura. Com a actual tendência pensa-se que a longo prazo reflectir-se-á numa subida da àgua que irá de 0,80 a 1,6 m. A frequência dos desastres naturais relacionados com as mudanças climáticas vem aumentando, principalmente as enchentes, em relação à média registrada entre 2000 e 2006. Segundo um relatório tornado público pela Organização das Nações Unidas (ONU), das 197 milhões de vítimas por desastres naturais, 164 milhões foram por inundações. A Ásia foi, novamente, o continente mais afetado pelas catástrofes naturais, verificadas no ano passado incluindo seis inundações, estas foram os únicos desastres que aumentaram de maneira significativa. Também no mar Mediterrâneo nível poderá aumentar 50 cm nos próximos 50 anos devido aos efeitos do aquecimento global, alertou um estudo do Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO).


Uma grande análise sobre temperatura, nível do mar e salinidade do Mediterrâneo desde o século XX até os dias de hoje foram reunidas no livro Mudanças Climáticas no Mediterrâneo Espanhol, apresentado em Madrid. A principal conclusão é que a área sofreu um "considerável aumento da temperatura da água e do ar desde a década de 70, assim como uma rápida ascensão do nível do mar desde a década de 90". O documento analisa dados oceanográficos e atmosféricos que vêm sendo recolhidos sistematicamente pelo IEO e por outras instituições espanholas. O aumento de 0,8°C das temperaturas médias do ar na região mediterrânea entre 1974 e 2005. Ele acrescentou que, de 1992 até 2005, já foi registrado um aumento do nível do mar de 16 cm.



O aumento das temperaturas das águas de superfície do Oceano Atlântico Norte é a origem do aumento de 40% no número de furacões registrados nos últimos anos, indica. Os especialistas em climatologia permanecem divididos sobre as ligações entre aquecimento global e ciclones, cujo número se mantém estável mas com intensidade que parece aumentar, como mostram os danos provocados pelo Nargis em Mianmar. "Temos em média 80 tempestades tropicais ou ciclones a cada ano no mundo. No norte do Oceano Índico, estes fenómenos são registrados em média cinco vezes por ano, acrescentou. "Porém, temos constatado nos últimos 30 anos um aumento do número de ciclones de categorias 4 e 5 acompanhados de ventos de mais de 200 km/h", Observaram-se variações no ar armazenado em cilindros de gelo obtidos na Antártida. Concentração de dióxido de carbono é quase 30% maior hoje do que no resto do período. A concentração de gases do efeito estufa na atmosfera é mais alta actualmente do que em qualquer momento dos últimos 800 mil anos, no mínimo. É o que afirma um estudo divulgado, e realizado com base em amostras de gelo da Antártida, sendo mais uma prova de que a humanidade está alterando o clima do planeta. O dióxido de carbono e o metano presos nas pequenas bolhas de ar de camadas antigas de gelo, encontradas a 3.200 metros de profundidade abaixo da superfície da Antártida, acrescentam 150 mil anos a mais de dados aos registros que se estendiam até então a 650 mil anos atrás.

-A drástica redução do gelo árctico preocupa cientistas.."
-Oceanos podem subir duas vezes mais que previsto.
-O Aquecimento do planeta: aumenta a desregulação do clima e descaracterização das estações.
-Aquecimento global aumenta violência de ciclones e outros desastres naturais em 40%.
-Nível de gás carbónico na Terra é o maior em 800 mil anos, diz estudo.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Reciclar e brincar, mas rentabilizando espaço...


Apresento-vos este sensacional pichavelho, para amassar latas de alumínio de cerveja ou refrigerantes. Com um simples pisão obtemos uma lata amassada com o seu tamanho reduzido, economizando espaço no seu contentor de reciclagem lá de casa, e ganhando assim na redução na porção de vezes que o terá que se deslocar ao ecoponto. Com este sistema pode-se também criar uma bela " brincadeira de reciclagem", especialmente para a criançada. Por outro lado pode sempre perguntar quem quer pisar no sapo?!...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

1 - Aplicando a Politica dos 3R - Reduza a sua pegada ecológica

Eis o modelo que adoptei para deposição dos recicláveis em minha casa (ver 2 fig.) :


Reutilizar Materiais, Reciclar – Separar Lixos, Reduzir consumos de energia

È por aqui que se deve iniciar, confesso que embora fácil, não é muito prático, efectuar a separação diária. E o primeiro obstáculo é a deposição em separado dos resíduos, que obriga a rotinas domésticas diferentes. Inicialmente porque, partindo do principio que a média das cozinhas não terão muito espaço, e o facto dos contentores existente serem grandes, largos e com pouco espaço útil, para o que se destinam. O ideal será ter em casa pelo menos dois caixotes, para poder efectuar uma separação imediata dos resíduos assim que produzidos: um para os lixos indiferenciados (os resíduos orgânicos e os não recicláveis), que deverá ser pequeno já que com a separação constata-se existir menos deste lixo, e para encher um grande recipiente seria necessário mais tempo, havendo deterioração do lixo e maus cheiros. O outro um ecoponto caseiro, com vários separadores (três pelo menos), para: para o papel, cartão, embalagens de vidro, plástico, metal e cartão de líquidos alimentares, que serão depois colocados nos ecoponto. Outro obstáculo é a localização dos ecoponto públicos, estão por vezes longe na verdade... Mas observando bem, encontramos vários, pelos trajectos que fazemos diariamente, onde podemos parar o veículo, e fazer o depósito confortavelmente. Adquiri recentemente para este fim um conjunto de vasilhames plásticos que utilizo com êxito. São exactamente três que podem ser empilhados e fixos á parede, tem porta tipo basculante e são muito práticos e baratos. (ver imagem 1, 2)
Alguns outros modelos existentes no mercado ( ver 3 fig.) :