segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Transparência Duvidosa


A certas pessoas porem, nada lhes convém, especilamente a transparência e eu sei porquê. Temem a invisibilidade. A invisbilidade magoa! Azar! Tem que se passar por ela para crescer; crescer doi. Mas se não doesse, não sabia a nada chegar ao fim!...

A consciência "amputada", é a maior "deficiência" dos pseudo-tudo.
Essa é uma boa definição da indefinição dos pseudos, redundantemente falando dos pleonasmos ou daquilo que, não sendo bem, é. :)
Isto será o mesmo que dizer :

" Tudo aquilo que percebo não é para que se perceba, aliás não percebo nada"

Ana Vasconcelos

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Liberdade


Agora sou livre...
Livre de voar...
Livre de perceber...
Livre de sonhar.
Dediquei-me e lutei...
Adaptei-me e mudei.
Hoje, olho para trás e sorrio
quando tanta vez chorei.
Hoje olho definitivamente para a frente
de cabeça erguida permanentemente
com uma lágrima de saudade
que no meu rosto escorre sem maldade...
Hoje roubei o sorriso ao mundo
e agora é só meu!
Hoje roubei a luz ao sol
e agora é só minha.
Hoje vou lutar por ganhar a saudade.
Vou lutar por ganhar a minha vida.
Vou lutar pela verdade
de toda esta sofridão escondida.
Vou lutar e aprender a voar.
Vou desprender-me das amarras e finalmente sonhar.
Vou, sozinho,
de mãos dadas com a vida caminhar
e de olhos postos na luz que me ilumina
sozinho... para me encontrar!
Agora sou livre...
sou livre de me imortalizar!

António Barata

domingo, 3 de janeiro de 2010

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Rosas de Porcelana



As rosas de porcelana também conhecidas como ceptros das rainhas de Angola'... Estas bonitas plantas brotam nas margens dos rios, e são tão delicadas, que quase aparentam porcelana sendo ao mesmo tempo muito resistentes.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

António Sergio outro grande pensador!... 1950 -2009 RIP

António Sérgio marcou quatro gerações de músicos e melómanos

Antonio Sergio - the biggest and best radialist ever in Portugal in the Rock scene! Rest in Peace! Your work was influential for many of us!...

António Sérgio morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, e foi hoje a enterrar no cemitério dos Prazeres, em Lisboa. As cerimónias fúnebres tiveram início às 15h00 na Basílica da Estrela e terminaram no cemitério dos Prazeres, com duas centenas de pessoas a comparecerem no último adeus ao homem da rádio.

Não vou esquecer a sua voz tão facilmente. António Sérgio acompanho-me anos e anos da minha vida servindo rock, puro e duro ( ao logo de quatro décadas, incessantemente na linha mais dura, das opções musicais),premiando-nos sempre com os mais elaborados e rebuscados textos, e criticas sobre as bandas.

Alguns dos seus programas que me fizeram perder noites a fio como o histórico “ Rolls Rock”, ( à 2 da manhã), outros marcaram referência como (“Som da Frente”, o “Hora do Lobo”, “Lança-Chamas” ou “O Grande Delta”). António Sérgio marcou a rádio e disciplinou-a: onde quer que ele estivesse estava o rock de que não se desconfiava – e a sua voz planava como uma garantia.

Lembro-me particularmente de tardes passadas no Rock Rendes-Vous em meados dos anos oitenta, onde em conversas amenas fui confrontado, sem paralelo com o seu manancial de conhecimentos da cena musical, que abrangiam então as três décadas de rock. Nessa época incentivou clubes de rock como PHM, do qual fui membro. Dei por mim muitas tardes ainda no serviço militar (nos fins dos anos oitenta), envidado esforços para não perder mais um dos seus programas.

Uma das grandes tristezas da sua morte, é grande vitória dos senhores que conseguiram destruir a rádio e os programas de autor, ainda assim AS consegui ser um dos últimos bastiões desta rádio de qualidade e referência. Ao contrário da minha juventude, passada a ouvir o António, a de hoje está-se nas tintas para o que é bom e diferente, sendo consumidores do comercial e do que é moda. A rádio perdeu o expoente máximo hoje, mas a música perdeu muito mais, pois se até agora quem quis silenciar o AS levava com o descontentamento de muita gente culta e informada, a partir de agora só há lugar para a música mainstream de qualidade duvidosa.
É um dia muito mau para quem gosta do que é bom, péssimo para todos os músicos sérios, terrífico para as prateleiras de música adulta e não comercial, agonizante para os que cá ficam a lutar contra a música de elevador e os programas da manhã/tarde/noite.

António Sérgio representou durante muito tempo uma referência, como divulgador do rock como um mito, das bandas perseguidas e Malditas, como os Birthey Party ou mesmo os Bauhaus, divulgou ainda muitas bandas nacionais como é disso exemplo os Xutos e Pontapés.

Para além de grande musicómano AS era
"um mestre da rádio, uma referência" ou o "John Peel português", era um exemplo de trabalho e dedicação e "estava sempre preocupado com os ouvintes". Actualmente fazia o programa "Viriato 25" da rádio Radar, tendo inclusivamente estado em estúdio a gravar o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto.

Devo a António Sérgio a motivação a influência e fascínio pela musica pela qual me tornaram num melómano, sendo prova disso os 3000 cds que tenho na minha colecção.

domingo, 9 de agosto de 2009

Angola Futura Potência

Quedas kalandula Malange

Toda agente sabe que Angola é um colosso em África. Porventura, é um dos países com maiores potencialidades económicas, dada a sua extensão como a sua riqueza em matérias-primas estratégicas. Com a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, virou-se uma página da história, após anos de colonialismo. Depois Angola, como as demais ex-colónias africanas, entraram no chamado processo de independência e de afirmação nacional. Uma transição quase sempre acompanhada ou de guerras civis ou de uma tremenda incapacidade para se autogerirem. A ausência de quadros qualificados em quase todos os sectores da sociedade prenunciava esse desfecho, que resultou em mais subdesenvolvimento, mais corrupção e mais injustiças sociais e assimetrias entre as várias regiões no conjunto nacional.

A construção da democracia nem sempre foi acompanhada de um método pluralista e organizado e à aparente participação das populações não se seguiu uma melhor organização da sociedade civil, que hoje continua fraca e muito dependente. Alguns jornalistas também não podem pensar e escrever tudo o que desejam, porque o regime coarcta essa liberdade de expressão. Alguns deles tiveram de fugir para Portugal na sequência de reportagens mais afoitas, como o baton do regime - que levou o seu autor a refugiar-se em Lisboa. Isto só por si é revelador de que a democracia angolana ainda convive mal com o pluralismo jornalístico e nem sempre usa da devida tolerância para com essas manifestações de informação e análise.

A guerra civil entre a UNITA e o MPLA só serviu para dilacerar os recursos do País a fim de manter a economia de guerra e agudizar os ódios entre ambos os lados. Um ódio que esta última década vem tentando sarar. Os novos partidos políticos pouca expressão têm em Angola. Por outro lado, a organização da economia, sobretudo aquela ligada ao café, abacaxi, algodão poderia estar melhor organizada e daí resultar mais rendimentos para os seus agricultores garantindo também aos angolanos uma melhor qualidade de vida - que hoje ainda não existe. O processo de alfabetização, introdução de saneamento nas cidades e vilas de Angola ainda são uma promessa por cumprir. Resultado: são ainda milhões de angolanos que vivem com menos de 1 dólar por dia, a população sofre de taxas de iliteracia dantescas e os cuidados básicos com a alimentação e higiéne ainda é um luxo de ricos - que escapa à generalidade da população.

Não conheço as estatísticas, mas não devem ser animadoras, pelo que há imenso ainda por fazer nesses domínios. Sendo que as imensas vantagens do petróleo deveriam servir para financiar essas necessidades e prover às inúmeras reformas que faltam na Educação, na Saúde, no Ambiente, na Segurança Social e na generalidade dos sectores da sociedade.

Nem quero imaginar como seria hoje Angola caso fosse a UNITA que estivesse no poder. Pior estaria, seguramente. Sem quadros e apenas vocacionada para fazer a guerra - a economia angolana ainda estaria mais desarticulada e a sociedade mais miserável.

Os musseques são mais do que muitos, as campanhas de vacinação à população estão longe de prevenir doenças que há muito deveriam estar erradicadas. E é em todas estas áreas que Portugal e os portugueses, por variadas razões, poderiam e deveriam ajudar de forma organizada, contratualizada no quadro das excelentes relações bilaterais - Estado a Estado - que hoje existem entre Portugal e Angola.

Angola quer hoje investir em força em Portugal, Portugal deseja fazer o mesmo em Angola. Infelizmente, Portugal não dispõe de petróleo, mas tem massa cinzenta para ajudar a organizar a sociedade civil angolana, as suas forças armadas, a sua economia. Penso que é tempo para os dois Países edificarem uma cooperação a sério entre ambos que não passe apenas por participações cruzadas de capital em grandes empresas cujos lucros ficam retidos nos accionistas que mandam nelas, sem que daí resulte um benefício líquido para as populações que hojem vivem na miséria e não sabem como sair dela.

As receitas do petróleo devem criar fundos para a Educação, para a Saúde, para o Ambiente, para o aprofundamento e organização da sociedade civil e o desenvolvimento em geral. E não utilizar esses recursos de forma injusta e, por vezes, pouco transparente mas deixando perceber que apenas uma clic (entre militares e políticos colocados no aparelho de Estado) possam beneficiar dessas riquezas minerais que estão no subsolo angolano, como o petróleo, os diamantes e outras matérias-primas estratégicas que têm outras finalidades na indústria de ponta.

Neste quadro creio que Angola ainda não fez a sua verdadeira revolução social. Por um lado, porque o poder instalado não quer partilhar com muitos aquilo que hoje é de poucos. Por outro lado, porque a cultura política africana não premeia a valorização do interesse geral de forma gratuita e voluntária. Em África tudo o que se consegue é a muito custo, salvo se se beneficiar do apoio do regime ou de alguns dos seus players que fazem a lei no dia a dia na economia e na sociedade.

Angola ainda não se abriu ao investimento externo de forma transparente e clara. Para tudo é preciso "luvas", e isso encarece os estudos preparatórios que leva qualquer empresário a investir no território. Falta, pois, um grande SIMPLEX em Angola, e nisso Portugal poderia ajudar. Apenas falta a vontade política para o efeito. Seria igualmente desejável que a partidarização da sociedade angolana se atenue, porque a sua existência só atrasa o crescimento, o desenvolvimento e a modernização das suas gentes e do seu território.

Sem estas revoluções sociais, administrativas e burocráticas - para funcionalizar melhor o Estado - para que servem as imensas receitas do ouro negro se, de facto, ele não contribui - directa ou indirectamente - para o efectivo desenvolvimento sustentado do País?

No fundo, a sociedade angolana tem alguns dos problemas que Portugal tem - mas numa dimensão e profundidade mais graves. Uma sociedade civil fraca, grande dependência do Estado - que se manifesta através dum excessivo peso na economia e na sociedade. Além de que a sociedade angolana ainda tem uma coisa que nós já perdemos: o medo.

O pluripartidarismo deve ser aprofundado, o pluralismo nos sindicatos, nos jornalismo, nas associações cívicas deve ser reforçado. E quando isto se fizer a sério o partidarismo hoje existente tende a recuar para libertar recursos tão necessários ao empreendedorismo da sociedade, à vitalização dos seus quadros, das profissões liberais, enfim, racionalizar e dar transparência e conferir efectivos direitos (sociais, económicos e culturais) ao conjunto da sociedade - que hoje ainda vive amarfanhada entre a pobreza e a dependência do aparelho de Estado e da clic militar que há muito deveria ter menos poder do que na realidade tem.

É certo que a Angola d´hoje já não é a Angola ao tempo dos Acordos de Bicesse, no Estoril, que depois degeneraram e empurraram o país para a guerra civil. Mas também não é o que já deveria ser. Pelo meio cometeram-se erros, incompetências, má fé, corrupção - que é generalizada em África.
Penso que esse balanço social, económico e político ainda está por fazer. A democracia tem e deve ser relançada. A sociedade civil deve fortalecer-se e afirmar-se. E o Estado deve ser não só o grande facilitador desses processos múltiplos como também o garante de que eles não descambam em favor de uns (poucos) e em detrimento de outros (o zé povinho). O mesmo que hoje ainda vive com menos de 1 dólar por dia, e isso, convenhamos, é dramático. E até moral e éticamente inaceitável, tratando-se dum país riquíssimo e com tantas potencialidades.
Talvez o "Zé Du" (Eduardo dos Santos) já tenha pensado nisso. Mas enquanto não permitir que se faça algo verdadeiramente diferente em Angola, continuarão a morrer crianças de malária, de sida, de subnutrição, de tuberculose, de diarreias, campeando a corrupção e o nepotismo, a pobreza coabitando com os condomínios de luxo, enfim, o velho Estado africano continua a dar as mesmíssimas cartas num jogo há muito viciado. Viciado para o povo e sempre vantajoso para as ditas elites. As mesmas que em Lisboa andam com diamantes nos bolsos e fazem-se transportar em automóveis de 70,80 e 100 mil euros. Isto, confesso, choca.
São, portanto, estes pequenos (grandes) fantasmas que Zé Du - e o seu regime - terão de estirpar da sociedade angolana. Mas como estes vícios (tão caros quanto vantajosos) estão profundamente enraizados naquela cultura de poder que há 30 anos controla o aparelho de Estado, duvido que sejam os mesmos que hoje estão no poder a fazer as revoluções necessárias que Angola urgentemente precisa para se modernizar e desenvolver. Além disso, ninguém gosta de perder os privilégios acumulados...
E também não será em Portugal que Eduardo dos Santos irá ouvir esse discurso moralizar em torno da África boa e com futuro. Uma África que defende a transparência do Estado e a boa utilização do petróleo cujas receitas, por uma vez na vida, devem começar a ser canalizadas para o desenvolvimento sustentado do povo angolano.
PS: Dedico este texto ao sofredor povo angolano que tem sabido manter a esperança em nome de um País melhor.

domingo, 2 de agosto de 2009

Cerveja EKA

Cerveja EKA, mais um dos sabores cervejeiros de Angola, na minha opinião a mais fraca escolha...