segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A Lei é do Funil ou é da Rolha?


Depois do caso de Paulo Pedroso, no âmbito do processo Casa Pia, em que o Estado foi condenado ao pagamento de uma indemnização, também Pinto da Costa terá sido detido ilegalmente. Estes casos vêm aumentar os receios das magistraturas, já que o Estado pode transferir-lhes a condenação por erro grosseiro, dano ou culpa gravosa, uma decisão criticada por Noronha do Nascimento, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. É o chamado direito de regresso, que entrou em vigor em Janeiro deste ano. Por esse motivo, juízes e magistrados do Ministério Público estão a negociar a contratualização de um seguro que cubra as eventuais indemnizações que tenham de vir a pagar.
Para além de todas as polémicas a verdade, é que os portugueses em termos de justiça estão votados ao abandono, e aprova disso mesmo (além dos factos relatados), foi o lamentável incidente de um cidadão ter entrado numa esquadra, na barba dos polícias, e ter disparado contra outro indivíduo. Este incidente só por si considero a maior vergonha relatada em termos de segurança. Mas não se ficando por aqui o prevaricador saiu em liberdade concedida por o juiz. E não venham cá dizer que a culpa é da lei e do governo!... Neste caso é por mais evidente que a culpa foi do juiz, porque “ A lei é cega mas a justiça não “, e a decisão justa deve ser feita pelo juiz. O que não é de admirar já que os juízes à muito que cometem erros deste e outros a todos os níveis. E se há algum grupo social a por em causa são mesmo os juízes, não de hoje, mas na minha óptica há várias décadas que esta autoridade incompetente deveria ser posta em causa. Num outro exemplo relativo ao quarto poder, sendo este autónomo não se verifica eficácia até para gerir as suas infraestruturais, sendo caso disso, a falta de segurança dos tribunais, as instalações degradadas, falta de poder de decisão e decisões objectivas e práticas. Eu próprio numa ocasião em que fui convocado para testemunhar contra um prevaricador, eu e os meus colegas, e eu especialmente após a sessão fui ameaçado de morte em pleno corredor do tribunal, e não havia sequer um polícia ou segurança a quem podéssemos recorrer, sendo que ainda fomos perseguidos por veículos dos mesmos. Vejamos a situação o cidadão é convocado pelos juízes, por documento que ameaça que no seu incumprimento incorre em graves punições pelo estado, não obstante à saída da sessão de tribunal o prevaricador sai pela mesma porta das testemunhas, e ameaça-os de morte, sem qualquer protecção. De salientar que esta tinha sido a terceira vez que fui convocado, porque da primeira vez, o visado estava preso e o tribunal não sabia e da segunda vez o mesmo tinha-se evadido da prisão e nem a sua advogada sabia. Mais uma vez se questiona de quem é a culpa se o poder judicial é autónomo? De salientar que neste mesmo Tribunal no espaço de um ano em que decorreram estas convocatórias, no espaço exterior do tribunal em frente à portaria (edifício novo), jazia um cemitério de automóveis onde contiguamente vivia uma população de ratazanas. Mais uma prova da incompetência deste grupo desta vez ao nível das suas infraestruturais. Mas provas podiam ser focadas, já que ainda esta semana um individuo se barricou num tribunal armado e muitos outros casos, e noutro instalações reformuladas, mas com manifesta insegurança mais uma vez para os próprios funcionários. A comunicação social também não ajuda muito, porque faz reportagens que desmistifiquem os verdadeiros culpados, o que fazem; é baralhar a opinião pública, em vez de tomarem posições honestas e do lado da lei e dos bons princípios. Um caso recente visto no dos telejornais nacionais foi o caso de um jovem que entrou em propriedade alheia para roubar alimentos. A abordagem do jornalista foi tomar a posição do transgressor que alegava ter sido brutalizado nas instalações da GNR, por guardas, portanto foi dada tempo de antena a um indivíduo, cerca 1 a 2 minutos em que o mesmo falou o que quis, sem nunca ter sido questionado ao mesmo da sua atitude. Isto garantidamente não é serviço público, nem jornalismo de qualidade.
A verdade, que as coisas não melhoram porque toda a sociedade continua a ser correctamente politica para o poder judicial, incluído o poder político, submetendo-se todos os dias. Quem fica a perder são todos os cidadãos e as policias que cada vez são mais vítima desta ineficácia. È preciso ter esperança porque estamos em tempo de mudança e recentemente foram desmacarados ( dos seus pedestais), e punidos alguns especuladores que semearam o descalabro financeiro por o mundo inteiro.

sábado, 18 de outubro de 2008

12- Veronica_Hamel

http://en.wikipedia.org/wiki/Veronica_Hamel




Ferramentas do Descanço

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

MAR PORTUGUÊS


MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Produtos Made in China


Primeiro foram as cozinhas dos restaurantes chineses, depois as pastas dentífricas, essas sabíamos que não podíamos confiar... agora os leites provindos de lá deitaram tudo a perder?! Uma coisa é certa tudo ficou mais à alerta. Ainda assim será que estamos seguros a comer produtos made in China? Quem nos garante? Como acautelar que a teia de inspecção alimentar montada na UE impede que haja vítimas em casos como o do leite com melamina?
Estas serão as principais perguntas que assolam a mente dos portugueses após a hecatombe alimentar que teve lugar na China. Afinal, produtos de marcas tão europeias como a Cadbury’s, entre outras, são fabricados, integral ou parcialmente, na China. Como funciona o nosso sistema de controlo da segurança alimentar, que não envolve apenas a ASAE? Quanto tempo demora a detectar uma falha e dar o alerta?
No caso chinês não é tanto o leite que me preocupa mas sim os produtos com soja produzido na China pois começo a ter dúvidas que este seja produzido tendo em conta a não utilização de produtos potencialmente nocivos para a saúde humana. Outro risco correu já que muitos produtos até de marca, apesar de informarem o contrario são também lá produzidos, resguardando-se atrás de marcas bem conhecidas e insuspeitas.
Os ultimos acontecimentos (apesar de nefastos), esperemos bem que contribuam positivamente para uma nova ordem mundial, pois tudo tenderá acontecer com mais regulação, seja a nível financeiro, económico, energético energético ou alimentar, e quanto a esta a evasão chinesa; essa parou. Agora cada país terá possibilidades de criar os seus produtos a preços aceitáveis para ordenados razoáveis. Eles lá, terão que se virar para o seu próprio mercado e aumentar o seu próprio nível de vida.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008